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Estágio

Sempre alerta!

Por Reuben Lago. Criada em 02/06/16 14:20.

UFG inaugura seu primeiro grupo escoteiro por meio de projeto de extensão do Hospital das Clínicas

<p><strong>Luiz Felipe Fernandes</strong></p>
<p>Para quem &eacute; de fora do movimento escoteiro, tudo &eacute; diferente: a maneira de se cumprimentar (com a m&atilde;o esquerda, entrela&ccedil;ando os dedos, e a direita fazendo o sinal de sempre alerta), os gritos de guerra e at&eacute; o jeito de aplaudir, batendo palmas de forma ritmada. Mas todos esses ritos e protocolos passam a fazer sentido ao se conhecer a filosofia do escotismo, baseada em conceitos como honra, integridade, amizade, lealdade e cortesia.</p>
<p>Esse ano a Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG) ganhou seu primeiro grupo escoteiro. Projeto de extens&atilde;o do Hospital das Cl&iacute;nicas (HC), o Grupo de Escoteiros Ip&ecirc; Amarelo come&ccedil;ou suas atividades em fevereiro e, no m&ecirc;s seguinte, foi oficialmente inaugurado. A cerim&ocirc;nia reuniu os novos dirigentes, que fizeram a promessa escoteira e receberam a ins&iacute;gnia e o len&ccedil;o que representam o grupo.</p>
<p>Os encontros acontecem todo s&aacute;bado, das 15h &agrave;s 17h, na Escola de Engenharia, na Pra&ccedil;a Universit&aacute;ria. O grupo criado na Universidade j&aacute; possui uma alcateia &ndash; denomina&ccedil;&atilde;o dada &agrave;s crian&ccedil;as dos 6,5 aos 10 anos de idade, chamados de lobinhos &ndash; e uma tropa escoteira, com integrantes dos 11 aos 14 anos. Eles desenvolvem uma s&eacute;rie de atividades monitoradas, como jogos que estimulam compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, esp&iacute;rito de equipe e coordena&ccedil;&atilde;o motora.</p>
<p>A enfermeira do HC, Regina S&eacute;lia Jorge, foi quem idealizou o projeto. Com 22 anos de trabalho prestados &agrave; UFG e com a proximidade da aposentadoria, ela conta que queria ficar ligada de alguma forma &agrave; Universidade. &ldquo;O objetivo era propor uma atividade voltada para os filhos dos funcion&aacute;rios da UFG e de toda a comunidade.</p>
<p>A &ldquo;sementinha&rdquo; do projeto, como diz Regina, foi plantada h&aacute; cerca de um ano. Depois que a a&ccedil;&atilde;o foi cadastrada como projeto de extens&atilde;o da UFG, os integrantes passaram por uma capacita&ccedil;&atilde;o com o Grupo Escoteiro Goyaz. Mesmo aqueles que n&atilde;o tinham um hist&oacute;rico de liga&ccedil;&atilde;o com o movimento receberam as orienta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para trabalhar com os mais novos e monitorar as atividades, o que permitiu a formaliza&ccedil;&atilde;o do Ip&ecirc; Amarelo este ano.</p>
<p>Al&eacute;m dos encontros semanais, o grupo promove atividades extras. No &uacute;ltimo m&ecirc;s de mar&ccedil;o foi realizado um acampamento em uma ch&aacute;cara pr&oacute;xima a Goi&acirc;nia. Durante quatro dias, os integrantes participaram de uma programa&ccedil;&atilde;o diversificada que envolvia atividades f&iacute;sicas, jogos l&uacute;dicos e trabalhos manuais. H&aacute; cinco meses participando das atividades, Arthur de Castro, 7, elegeu os acampamentos como atividade favorita. Gabriel Vilaverde, 9, tamb&eacute;m afirma estar gostando dos encontros. &ldquo;Aprendemos muitas coisas, como preservar a natureza e n&atilde;o jogar lixo na rua&rdquo;, diz.</p>
<h4><br />Escotismo e educa&ccedil;&atilde;o</h4>
<p>O escotismo &eacute; dividido em quatro ramos: lobinhos (de 6,5 a 10 anos), escoteiros (de 11 a 14 anos), seniores (de 15 a 17 anos) e pioneiros (de 18 a 21 anos). Em cada um deles s&atilde;o desenvolvidas a&ccedil;&otilde;es direcionadas &agrave; faixa et&aacute;ria, sempre de car&aacute;ter educativo. &ldquo;Todas essas etapas possuem atividades voltadas para o car&aacute;ter, o respeito e a cidadania. S&atilde;o trabalhos diferenciados, mas que no fundo levam &agrave; melhoria do ser humano&rdquo;, ressalta Maria Jos&eacute; Almeida, presidente do Grupo de Escoteiros Ip&ecirc; Amarelo e professora do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o (Cepae).</p>
<p>Maria Jos&eacute; considera que as atividades escoteiras complementam a educa&ccedil;&atilde;o formal, principalmente por transmitir valores &eacute;ticos e morais, como respeito ao pr&oacute;ximo e ao meio ambiente. &ldquo;O grupo nasce com uma vontade enorme de crescer, de fazer um bom trabalho e de contribuir para termos crian&ccedil;as com valores humanos mais apurados&rdquo;, conclui.</p>
<p>No dia em que o Ip&ecirc; Amarelo foi oficialmente inaugurado, a pr&oacute;-reitora de Extens&atilde;o e Cultura da UFG, Giselle Ottoni, destacou a import&acirc;ncia de projetos como esse para refor&ccedil;ar o papel da institui&ccedil;&atilde;o na dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento e na troca de aprendizado. &ldquo;A Universidade n&atilde;o &eacute; limitada aos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, ela se estende &agrave; comunidade. Que esse grupo contribua com a cidadania e o bem-estar da sociedade, que tamb&eacute;m s&atilde;o os objetivos da UFG&rdquo;.</p>
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<p>&nbsp;<img style="width: 566px; height: 377px;" src="/up/243/o/IMG_8528.jpg" alt="Novos dirigente do Grupo Ip&ecirc; Amarelo fazem promessa escoteira e recebem len&ccedil;o e ins&iacute;gnia" width="1583" height="1056" /></p>
<p>&nbsp;<em>Novos dirigente do Grupo Ip&ecirc; Amarelo fazem promessa escoteira e recebem len&ccedil;o e ins&iacute;gnia</em></p>
<h4><br />Atividades estimulam valores</h4>
<p>O escotismo foi fundado em 1907 pelo ingl&ecirc;s Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, tenente-general do ex&eacute;rcito brit&acirc;nico. O movimento &eacute; mundial e busca proporcionar o desenvolvimento de crian&ccedil;as e jovens por meio de atividades que estimulem o trabalho em equipe e valorizem uma s&eacute;rie de valores morais, como fraternidade, lealdade, altru&iacute;smo, responsabilidade, respeito e disciplina. A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; volunt&aacute;ria e o movimento &eacute; apartid&aacute;rio e sem fins lucrativos.</p>
<p>O enfermeiro do Hospital das Cl&iacute;nicas da UFG, Carlos Almeida, &eacute; chefe da alcateia do Grupo de Escoteiros Ip&ecirc; Amarelo e considera que o sucesso do escotismo est&aacute; no trabalho voltado para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, habilidades e atitudes. &ldquo;&Eacute; uma s&eacute;rie de regras muito bem estruturadas, que v&ecirc;m sendo desenvolvidas h&aacute; muito tempo, mas que continuam atuais&rdquo;.</p>
<p>Ele cita, por exemplo, as atividades voltadas para as crian&ccedil;as. O programa educativo &eacute; inspirado na obra O Livro da Selva, de Rudyard Kipling. Os lobinhos e lobinhas recebem os primeiros ensinamentos para a vida no campo, vida em equipe e desenvolvimento da lideran&ccedil;a. S&atilde;o desenvolvidas atividades de primeiros socorros, economia, trabalhos manuais, viv&ecirc;ncia no campo e jogos. &ldquo;Existem tarefas que s&atilde;o desenvolvidas para que a crian&ccedil;a solucione n&atilde;o por ser mais forte, mas por pensar na melhor estrat&eacute;gia&rdquo;, exemplifica o chefe da alcateia.</p>
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<p><img style="width: 553px; height: 553px;" src="/up/243/o/Ip%C3%AA_Amarelo_logo_final_-_Vermelho.jpg" alt="Grupo escoteiro Ip&ecirc; Amarelo" width="553" height="553" /></p>
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<p>Interessados em participar do Grupo de Escoteiros Ip&ecirc; Amarelo podem enviar a solicita&ccedil;&atilde;o para o e-mail &lt;ipeamareloufg@gmail.com&gt;. Para a inscri&ccedil;&atilde;o &eacute; cobrada uma taxa mensal de R$ 20,00 para cobrir despesas com material e uma taxa anual em torno de R$ 100,00 para se associar &agrave; Uni&atilde;o dos Escoteiros do Brasil, que d&aacute; direito &agrave; carteirinha de escoteiro e a um seguro pessoal.</p>

Categorias: Extensão Edição 79 Atenção